Para ler

Os mortos estão no living

Pedro J. Nunes

Há muito a dizer sobre o volume de contos Os mortos estão no living, do escritor Miguel Marvilla. Já na edição de 1987, ano de lançamento do livro, em carta-prefácio, Paulo Sodré adverte do muito “a ser estudado no que concerne à estrutura de seus textos (diálogos, parágrafos incomuns etc.) linguagem, procedimentos poéticos, metáforas, intertextos, estilos e outros aspectos.” Leia

 

Doutrina do engrossamento, de Graciano Neves

Mendes Fradique

Há mais de um quarto de século era dada à estampa, numa cidade de província, a primeira edição da Doutrina do Engrossamento, de autoria de Graciano Neves.

Feito o sucesso a que o livro por si mesmo se impunha, foi-lhe a edição inteiramente esgotada sem que, entretanto, ao editor, que no caso era o autor, lhe acudisse a ideia de uma segunda tiragem. Leia

 

Aninhanha, de Pedro J. Nunes

Francisco Aurélio Ribeiro

Aninhanha, de Pedro J. Nunes (1962), foi escrito, inicialmente, com o nome de "Maria Trinta Cruzes", na década de 80, tendo sido publicado em 1992, com o nome modificado, assim como o texto. Carlos Nejar, na orelha do livro, diz que a obra "É forte, sabe gritar sombras, pedras e luz. Um ritmo poderoso (...) Aninhanha é um grito. Gritamos juntos". Leia

 

Certas coisas que o autor acha que deve dizer

Reinaldo Santos Neves

A origem deste romance está num sonho. Sonhei com uma jovem de seus vinte anos: ela sai do carro do namorado - com quem, bem o sei, acaba de se desiludir - e afasta-se na penumbra. É madrugada. O local é ermo e silencioso. Há uma colina com algumas casas e um grande número de árvores que me parecem casuarinas e eucaliptos. Uma ladeira asfaltada leva ao alto da colina. A moça caminha através desse cenário. De repente para e põe-se, entre surpresa e deslumbrada, a escutar alguma coisa. Eu sei o que ela está escutando: é o silêncio. A moça está fazendo a descoberta do silêncio. Leia

 

Renato Pacheco entrevisto

Andréia Delmaschio

Quem passa hoje pela rua Sete de Setembro, no centro de Vitória, pode ver no número 407, por entre os prédios que constituem o comércio local, um antigo sobrado. Apesar de a cidade conservar, especialmente na parte superior das construções, traços arquitetônicos de tempos tão diferentes deste de agora, logicamente é difícil imaginar o que vira e vivera por aqui, há quase oitenta anos, o menino Renato. Leia

 

Prefácio do livro A rainha que piava, de João Bonino Moreira

Pedro J. Nunes

João Bonino, ou Jotabê Moreira, ou Bonino, conheci-o inicialmente de referência. Nunca sabemos se simpatizamos com uma pessoa que conhecemos de referência. Não temos obrigações com as pessoas apenas referidas, afinal das contas. Mas, como ia dizendo, insistia em dar-me dele notícias meu amigo Jorge Augusto Mattos, ex-discípulo dos tempos de Banco do Brasil. Mais tarde, era o outro Jorge, o Jorge L, da Logos (L não é de Logos, nem de livraria, e nem que a vaca tussa direi que L é esse): “— Seu Bonino esteve aqui, saiu com os braços sobraçando — pra usar uma imagem dostoievskiana, vou colocar na frase do Jorge L uma palavra que ele não pronunciou — uma pilha de livros.” Leia

 

Parceiros literários

Luiz Guilherme Santos Neves e Renato Pacheco, desde que se conheceram no final dos anos 40, em casa de mestre Guilherme, pai de Luiz, estabeleceram uma relação de amizade e entendimento cultural que duraria toda uma vida, com significativas produções coletivas em torno da História e da Cultura do Espírito Santo. Leia

 

Estamos vivos?

Fernando Gasparini

O que é leptospirose? A participante do programa de TV terá de acertar dentre três opções: um jogo de cartas, uma doença ou um tipo de dinossauro. O apresentador estimula a ansiedade e o nervosismo. Se ela errar, será fatal: os pais dela serão atirados numa banheira de água fria.

As cenas banais da televisão são descritas no livro Mortos vivos, de Andréia Delmaschio, de forma a revelar o seu aspecto ridículo e infame. Leia

 

Uma enciclopédia do Folclore Capixaba

Braulio do Nascimento

Guilherme Santos Neves – Coletânea de Estudos do Folclore Capixaba. 1944-1982. Seleção, organização e edição de texto: Reinaldo Santos Neves. Vitória, Centro Cultural de Estudos e Pesquisas do Espírito Santo, 2008. 2 v. Patrocínio: Petrobrás.

A preocupação constante de Guilherme Santos Neves de defesa e preservação do folclore não era absolutamente de natureza estática, como peças guardadas cuidadosamente. O sentido de preservação que ele tanto defendia era de natureza dinâmica: a preservação através do registro das manifestações folclóricas para mantê-las vivas, atuantes, no bojo da sociedade em transformação. Leia

 

Sérgio Blank, um conhecido poeta desconhecido

Deny Gomes

Sérgio Blank é uma pessoa muito conhecida e admirada por sua cultura, sua gentileza e ótimas atuações profissionais como promotor de lançamentos de livros, coordenador de oficinas literárias, inclusive para os pacientes com transtornos mentais do CPTT – Centro de Prevenção e Tratamento de Toxicômanos – e do CPAS – Centro de Atenção Psicossocial, instituições da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Vitória e eficiente funcionário da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo. É sempre apresentado com o poeta Sérgio Blank. Leia

 

Resenha do livro Aninhanha, de Pedro J. Nunes

Simone Baptista

Aninhanha, à primeira vista, parece um livro estranho com uma linguagem diferente. O modo como a narradora se dirige diretamente ao leitor soa como um atropelo de intenções, sem tempo para a protagonista e o leitor respirarem. Tudo é jogado na cara, é como se fosse um vômito. Não há palavras bonitas, não há esperança. Se fosse um filme, seria um filme em preto e branco, sem diálogo, sem cor e sem som. A protagonista não tem nome, não tem voz, é invisível, maldita. Leia

 

Réquiem por um amigo

                Para Miguel Marvilla

Oscar Gama

Eu o vi, cérebro em chamas rasgadas por talento,
Morrendo ao meu lado, de aids e câncer em linfa sem ninfas, e lento
como o chumbo derretido em balas
de açúcar e sangue. Ardente, você fá-las
de sua cova, no lugar da obra-prima que nunca fez,
No lugar que seria sua vez. Leia

 

Biblioteca escolar, eis a questão, de Lúcia Helena Maroto

Francisco Aurélio Ribeiro

Este “Biblioteca Escolar, eis a questão: do espaço do castigo ao centro do fazer educativo”, de Lucia Helena Maroto, bibliotecária, é obra indispensável para bibliotecários, professores, educadores em geral e, sobretudo, para os amantes do livro e da leitura. Inicialmente, foi uma monografia apresentada ao curso de Especialização em Teoria e Práticas da Leitura, feito na PUC-RJ, em 1996, sob a coordenação da professora Eliana Yunes. Depois, foi ampliado com as experiências de formação de leitor desenvolvidas em vários projetos e programas nacionais e regionais de leitura, dos quais participou a autora, em sua maioria. Leia

 

Histórias curtas para Mariana M

Francisco Grijó

Mariana Mentrix realmente existe – com outro nome de família e um outro prenome, naturalmente. Nasceu nestas páginas e viverá para sempre nelas, transformada contra a própria vontade em personagem, alma e anatomia. Foi modificada para que se adequasse melhor ao texto, à história que protagoniza. Talvez seja um bom destino para ela, talvez não. Há quem veja benefícios em se tornar criatura que corre ou plana pelas páginas impressas, embora eu tenha minhas dúvidas quanto a isso. Leia

 

O sábio e o ingênuo 2: ou o que há de novo sob o céu?

Francisco Grijó

Os livros que trago são dois: pouco mais de cento e trinta páginas, se juntos. Um, novela de parágrafo único e pequeno show de hipérbatos, tem o estranho título de Aninhanha. Autor: Pedro J. Nunes, a quem não conheço, mas me pareceu, pela foto na terceira capa, um artista de futuro que promete. Tem a face magra dos grandes criadores, daqueles que veem mais valia nas palavras que nas vitaminas. O outro livro, de autor que também não conheço, é Hardcore blues, de Orlando Lopes, estudante talentoso. São poemas que me lembraram, à primeira leitura e consideradas as proporções, uma nervosa erupção do Kilauea. Gostei muito de ambos os livros. Leia

 

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Outras leituras

Coluna de Luiz Guilherme Santos Neves, com contos e crônicas inéditos.

 

Coluna de Ivan Borgo, com textos inéditos e crônicas publicadas em seus dois livros: Crônicas de Roberto Mazzini e Novas crônicas de Roberto Mazzini.

 

Coluna de Pedro J. Nunes, com textos inespecíficos inéditos ou já publicados esparsamente em jornais e revistas.

 

Coluna de Caco Appel, com impressões de leituras de livros publicados por escritores capixabas.

 

Livros integrais inéditos e já publicados de autores capixabas.

 

Escritos afetivos sobre nossa geografia, história, cultura, turismo, tudo que sejam fatos e coisas do Espírito Santo.