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O site Tertúlia .:. Livros e Autores do Espírito Santo é uma
belíssima ponte entre leitores e escritores capixabas, um
espaço que valoriza com sensibilidade e respeito a cultura local,
promovendo e divulgando obras que merecem ser reconhecidas.
Adriana Campos, historiadora e professora da UFES
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Vinte anos de Tertúlia Capixaba, site indispensável para se conhecer
a nossa literatura brasileira produzida no Espírito Santo! Tenho orgulho
de estar não apenas como um dos autores citados, mas de fazer parte do
time de colaboradores, junto com o nosso clube de leitura Leia Capixabas,
que tem espaço cativo, com uma coluna de resenhas, dando voz
e representatividade a tantos autores da terra!
Anaximandro Amorim, professor e escritor
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Parabéns, Tertúlia, pelos vinte anos conectando leitores e autores capixabas
com profissionalismo, paixão e dedicação. Vida longa ao Tertúlia, sucesso!
Ana Maria S. Bichara, coordenadora da
Biblioteca Municipal de Domingos Martins
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Cumpre-me dizer o que ainda não disse sobre o Tertúlia: um verdadeiro
locus amoenus para a mente de quem ama literatura. Espaço de trânsito de
ideias e trocas justas e preciosas de leituras, sem ornamentos e sem firulas,
para as escritas mais variadas. Em especial, sou imensamente grata pela
generosidade da referência, feita pelo magnífico escritor Pedro J. Nunes, em forma de
resenha, ao meu livro de contos A pata do rinoceronte branco.
Vida longa e prosperidade ao Tertúlia!
Bernadette Lyra, escritora
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Há vinte anos o site Tertúlia Capixaba abriga excelentes manifestações literárias.
Nesse sentido, constitui-se em espaço sagrado da literatura feita no Espírito Santo.
E todo esse tempo o consagrou como referência para acessar importantes
criações ficcionais. Espaço sagrado e tempo consagrado – que o Tertúlia
prossiga servindo às letras pelo tempo afora.
Fernando Achiamé, poeta e historiador
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Tertúlia literária é um encontro onde as palavras ganham voz, corpo e afeto.
Não é apenas uma roda de leitores, mas um espaço vivo de troca,
em que cada livro se transforma em ponte entre histórias pessoais, memórias
e visões de mundo. É nesse ambiente que a literatura cumpre um de seus
papéis mais bonitos: aproximar pessoas. No site tertúlia Capixaba o escritor
deixa de ser apenas um nome na capa do livro e passa a ser uma presença
em movimento. Biografias se entrelaçam criando um mosaico
que ajuda o leitor a entender não só o que foi escrito, mas por que
foi escrito. É como espiar o caderno de anotações da literatura.
Flávia Canto, programadora de literatura do Sesc/Glória
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Acompanho o site Tertúlia desde seus primórdios, de vez em quando
com muito orgulho participando da diversidade de autores e
assuntos que contempla. É gratificante constatar sua importância
cada vez maior para estudantes, professores, pesquisadores, o público
em geral interessado nas Letras do Espírito Santo, tema para que o Tertúlia
se constitui em verdadeiro portal de entrada. Generosidade e obstinação
movem seu idealizador e mantenedor, que merece todos
os encômios pelo sucesso do relevante, e a esta altura já imprescindível, trabalho.
Getúlio Neves, magistrado, historiador e escritor
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Que longevo! Que venham mais 20! O Tertúlia é para onde vou quando
sinto saudades de casa. Aqui encontro as palavras e os pensamentos
com o cheiro do café e da maresia do Espírito Santo. É aqui que mergulho
quando quero saber mais sobre a história, a literatura
e os costumes da gente. Imprescindível.
Inês Aguiar dos Santos Neves, professora e escritora
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20 anos prestigiando e divulgando a literatura capixaba. 20 anos de dedicação
e empenho em manter a chama acesa e mostrar que aqui no nosso Estado se faz aquela
mágica extraordinária e viva chamada escrita. O site Tertúlia fez uma
excelente entrega em nos proporcionar resenhas, matérias, entrevistas e notícias
sobre quem escreve e o que é escrito no Espírito Santo, um trabalho nobre
que é extremamente amado por seus leitores fiéis, como eu. Além disso, é uma fonte de
informação para os curiosos e os pesquisadores. Meus sinceros agradecimentos
ao criador Pedro J. Nunes e a todos que colaboraram e colaboram com o site,
enriquecendo-o e mantendo nossa chama acesa. Parabéns, parabéns,
parabéns e vinte mil vezes parabéns pelos 20 anos deste trabalho maravilhoso!
Janis H. Camargo, escritora e professora
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Eu adoro a literatura que se faz no Espírito Santo, que é de alta
qualidade e retrata, em muitos casos, a nossa alma. A alma capixaba.
Gosto particularmente dos autores que, como Pedro J. Nunes o principal
animador do site Tertúlia Capixaba, passeiam por nossa história recente
e mostram nossas raízes na roça e nossa migração recente para as
desumanidades das cidades grandes. O Tertúlia mostra como essa alma
está presente em toda parte, em muitos escritos, em muitos autores.
É uma espécie de feira livre da literatura capixaba, onde temos uma ideia
muito clara do que produzimos, do que consumimos
e do sabor tão forte de nossa gente.
João Gualberto, historiador e escritor
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Quero encontrar uma palavra para descrever uma grande emoção.
Quero que o vernáculo consiga traduzir o sentimento de ver textos
meus publicados no mais prestigioso site literário do Espírito Santo,
o Tertúlia Capixaba.
A nossa culta e bela língua portuguesa não decepciona; a última
flor do Lácio abre suas pétalas, para me oferecer não apenas uma palavra,
mas uma intensa oração: ver minhas resenhas publicadas no Tertúlia Capixaba
foi imensa honra para meus singelos méritos.
E, finalmente, como o pólen que semeará novas palavras
no terreno fértil das Letras capixabas, encontro aquela
que tanto busco: gratidão.
Parabéns, Pedro J. Nunes, por nos dar a oportunidade de
mostrar que a literatura produzida no Espírito Santo é uma preciosidade
que todo o Brasil precisa conhecer e da qual deve se orgulhar.
Marcela Guimarães Neves, escritora e advogada
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Uma TERTÚLIA como esta, em termos modernos e variados, onde transitam
representantes do que há de melhor na literatura que circula em
nossa paradisíaca ilha... é algo para nos orgulhar. Pedro Nunes, seu idealizador, estava
inspirado ao criá-la. Ávida de boas leituras a acompanho desde as
primeiras publicações. Parabenizo a todos os participantes
e envio meu cálido abraço.
Marilena Soneghet, escritora
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Parabéns, Tertúlia, pelo belo trabalho e, principalmente,
pela parceria/colaboração com professores e alunos.
Regina Maura Oliveira Babilon, professora
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Pedro, difícil dizer, sem parecer piegas, quão emocionada fiquei ao ler essa
mensagem. Você sabe de meu amor à leitura e à literatura. Tenho feito tão
pouco pelo site e por sua política de valorização e estímulo à leitura e à criação literária.
Sentindo-me meio náufraga nesse mundo regido pelo turbilhão de demandas várias,
saber que o Tertúlia salva e preserva o que há de melhor em nós é o que
também me salva. 20 anos! Obrigada, meu grande amigo!
Rita de Cássia Maia e Silva Costa, professora da UFES e ex-diretora da
Biblioteca Pública Estadual
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Acompanhei a formação do Tertúlia, esse portal que conecta leitores a
autores da literatura produzida no Espírito Santo.
Certa vez tive um texto lá publicado. Quanta honra!
Parabéns, Tertúlia, pelos seus vinte anos, a divulgação
e sua contribuição são motivadoras.
Sérgio Luiz Bichara, escritor
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Vinte anos! Se fosse uma pessoa, o Tertúlia Capixaba já teria
muita história para contar. E não é que tem?!
Seu nome genial anuncia na etimologia sua essência e sua razão de existir:
reunir pessoas para falar sobre arte e literatura capixaba. Ao desbravar, sem pressa,
as obras e os autores do Espírito Santo, o Tertúlia Capixaba se mantém à margem dos
modismos virtuais que tentam, a todo custo, nos tornar reféns de seus
insistentes e ferozes algoritmos.
Uma tertúlia não combina com celeridade, mas com o plácido deleite de
cada palavra lida ou escrita - o que não impede, muito pelo contrário,
o surgimento de discussões explosivas e calorosas! Isso é vida: infinda e inesgotável.
Viva as emoções da literatura capixaba!
Vida longa ao Tertúlia Capixaba!
Thaís Camporez, médica e escritora
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O Tertúlia Capixaba não é só mais um site sobre escritores e literatura capixaba.
Na verdade, é um grande catálogo onde estão registrados os grandes nomes
da literatura do Espírito Santo, com textos, ensaios e comentários de obras
pelos próprios escritores. E é uma honra ter meu nome e uma obra
minha registrados no Tertúlia Capixaba.
Uedison Pereira, escritor
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Desejo vida longa à Tertúlia Capixaba, um importante arquivo da literatura feita
no Espírito Santo, que oferece a estudantes, professores, pesquisadore
e ao público em geral perspectivas sobre livros e escritores, entre outros assuntos que
reverberam de diversas formas nos campos literários regional e nacional.
Vitor Cei - coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas da
Literatura do Espírito Santo (Neples/UFES)
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Muito mais que preencher uma lacuna deixada pelos orgãos oficiais de cultura e
a inexistência de uma imprensa voltada para a valorização e difusão da literatura
produzida no Espírito Santo, o sítio Tertúlia, criado por Pedro J. Nunes, é uma
janela aberta para que o público leitor se deleite na paisagem de nossas obras.
Na verdade, Tertúlia propicia-nos, como autores capixabas, um espaço
privilegiado para além do frio das estantes.
Wilson Coêlho, dramaturgo e escritor
... de como o orvalho vira sonho
Ela aprendera os caminhos do silêncio. A única realidade é o sol que a aquece. Toda manhã põe sua alma a secar, ainda recendendo a orvalho. O orvalho dos sonhos. Com seu vestido verde, leve e claro, de babados e folhos, imóvel sob as carícias do sol, parece uma alface. Uma alface orvalhada. Vegeta. Já não vive para fora; trancou-se em si mesma. Leia

Com a liberdade da ficção e os conhecimentos da história, grandes autores formam o tecido dessa teia que nos mostra as significações imaginárias sociais que nos enredam.
Tenho tentado reunir, na boa literatura que se faz no Espírito Santo, elementos que nos mostrem como foi construído o nosso imaginário social e venho escrevendo sobre isso. Com a liberdade da ficção e os conhecimentos da história, grandes autores formam o tecido dessa teia que nos mostra as significações imaginárias sociais que nos enredam. Leia

Só para não passar em branco: hoje, 18 de agosto [2025], se comemora o aniversário de nascimento do escritor capixaba José Carlos Oliveira, o menino-prodígio que, aos dezesseis anos, passou a integrar o quadro de literatos da Academia Capixaba de Novos. Nessa idade, já tinha na cabeça uma ideia insistente: queria ser escritor. Foi assim que, dois anos depois, aos dezoito, deixou para trás emprego, amigos e família, transferindo-se para o Rio de Janeiro em busca do sonho de ser escritor. Foi mais difícil do que imaginara, mas ele não desistiu. O primeiro resultado veio na forma de um livro de crônicas, com o significativo título de Os Olhos Dourados do Ódio, o qual fez questão de vir divulgar pessoalmente em Vitória. Depois vieram mais crônicas, romances e contos, mas ficou conhecido mesmo pelas crônicas publicadas no segundo caderno do Jornal do Brasil, onde atuou por ininterruptos vinte e três anos (1961 – 1984), um verdadeiro fenômeno. Carlinhos tinha uma personalidade polêmica, alguns o amavam, outros o consideravam insuportável. Certa vez, falando de si próprio num tom entre ironia e autocomiseração, se autodefiniu o cronista: “Surrealista por temperamento, anarquista por indisciplina de berço, boêmio por amor à vagabundagem, agregado à elite pensante por acaso”. Em outra ocasião, se descreveu como “uma personalidade confusa e atormentada, um emaranhado de contradições e possibilidades mal articuladas”. Quando nos deixou, em abril de 1986, Carlinhos Oliveira contava cinquenta e dois anos incompletos e havia se acalmado um pouco, tendo se convertido ao Catolicismo. E hoje, ao completar noventa e um, seria possível prever as estripulias que estaria fazendo?

A pata do rinoceronte branco é o livro mais recente de Bernadette Lyra, contista capixaba nascida em Conceição da Barra. O conto é seu ambiente, gosta ela de dizer. Depois de ler este seu mais recente livro, a gente diz com ela: é mesmo. Ainda sabendo que já publicou romances e crônicas que permanecem no gozo dos leitores de bom gosto que os leram.
São quinze os contos deste livro, um deles tão curtinho quanto perturbador – como, não menos, o são os demais quatorze. Deixe-me explicar: se coloco o carro na frente desse conto que o leitor achará do meio para o final do livro, é que as magias de Bernadette Lyra imprimiram tanta tensão num texto tão curto que não há leitor que fique indiferente. É um choque. Leia

Em Crônica do amor desperdiçado, Pedro J. Nunes se utiliza do enredo como um mero pretexto para dizer do tédio, da solidão, da angústia, da ansiedade e da busca por algo intangível, onde a possibilidade, a todo tempo, esbarra na impossibilidade. E é assim que seu personagem/narrador sobrevive. Leia
Na véspera aquela mulher se olhara ao espelho. Surpreendeu-se. Era a mesma imagem que vira todos os dias ao longo dos últimos anos - pele muito clara, cabelos brancos ondulados como os de sua mãe, olhar inquiridor -, nada que pudesse justificar seu espanto. Era a mesma e era outra. No entanto, gostou de ter-se visto assim, tão envelhecida e real. Parecia ser essa a primeira vez em que se via de verdade. Leia
A fila do Teatro Glória ia até lá embaixo e ali estavam os ternos brancos, engomados na tinturaria de Chang Ye, muito próprios para o Sábado, para o cinema que levava a Dama das Camélias, com Greta Garbo. Na fila, os bigodes aparados diante de espelhos lapidados e engastados em guarda-roupas estilo Luís XV, as gravatas com os laços triângulos recém-lançados. Tudo para se encontrar com a noiva e assistir à sessão única das 20 horas – Hoje – sem esquecer-se de comprar a revista O Cruzeiro que chegava na banca de jornais defronte, pouco antes do começo e era muito boa para ler na fila ou na sala de espera. Leia

Edição de 2024 do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, com organização de Getúlio Marcos Pereira Neves, o livro 20 anos sem Renato Pacheco marca a ausência desse importante intelectual capixaba entre nós. Esta é a segunda publicação do IHGES sobre um dos mais queridos escritores do Espírito Santo. Leia

A palavra, quase sempre, para além dos acordos linguísticos, é como uma pedra que, atirada num lago, provoca ondas. É nesse sentido que podemos pensar no volume poeta no divã, de Brendda Neves. Assim, o que é um poeta? O que é um divã? Leia

As exposições universais eram eventos grandiosos, criados a partir de 1851, que funcionavam como uma vitrine acerca das ideias de progresso e industrialização para todo o mundo, apresentando-se, ainda, como ponto de interseção de setores variados, como, por exemplo, a ciência, economia, artes e pedagogia, além de permitir que diversos países exibissem suas potencialidades em termos de matéria-prima para a indústria. O evento que ocorreu em Paris naquele ano foi, sem dúvida, um dos que provocou maior impacto mundial. Leia
A coluna Fatos & coisas do Espírito Santo passa a ser dedicada à memória do historiador Luiz Guilherme Santos Neves. A página surgiu durante o período mais crítico de sua convalescença, período pelo qual, bravamente, ele passou se dedicando à atividade da escrita. Como seria de se esperar, ele não tardou a ser o mais prolífico autor de artigos para a mais nova coluna do site. Poucos, como Luiz Guilherme Santos Neves, tinham o desejo de tornar o Espírito Santo mais conhecido. Ele o fez de todas as formas possíveis, como historiador, professor, escritor dos mais variados gêneros e até autor de vídeos, sempre empenhado em nossas coisas. Dedicando a página a ele, o site Tertúlia .:. Livros e Autores do Espírito Santo espera continuar com sua tarefa de apregoar os fatos e as coisas do nosso lugar.
Conheça a coluna clicando aqui.
Lembro-me de um debate sobre livros e escritores em que um professor foi assertivo ao afirmar que a literatura era a prima pobre das artes. De início, a pequena plateia, composta por escritores, poetas, editores e leitores, ensaiou um breve protesto - imediatamente solapado pela constatação de que o professor estava certo. Sim, a literatura não goza do prestígio popular da música e do cinema; não tem a devoção que muitos dirigem à pintura e à escultura. Leia


Como no trecho do poema do mestre português Fernando Pessoa, Às margens do rio escuro, belíssima criação literária do magistrado, historiador e escritor Getúlio Neves, nos faz entrar numa fascinante embarcação que atravessa o Rio Itaúnas, ao ritmo de seus mitos e ritos sincréticos. Leia

Desse modo podemos crer que a tarefa de escritor-residente em nossa pequena aldeia, ainda que não possa ter inspirado a nenhum de nós, dá-nos certa extirpe. E digo “dá-nos” porque acabei sendo eu, e o sou desde o início de 2015, o escritor-residente da Biblioteca Pública do Espírito Santo, ou seja, o terceiro escritor-residente capixaba, dando continuidade a essa ideia que entre nós nasceu de José Carlos Oliveira. Leia

De 28 de fevereiro a 2 de março de 2024, realizou-se na cidade de São José do Calçado o 1º Encontro de Escritores em São José do Calçado. Além de marcar o centenário de nascimento do poeta Geir Campos, filho ilustre da cidade, ocorreram homenagens a outros escritores, como Fernando Tatagiba, também nascido na cidade. O encontro foi marcado por muitas atividades, dentre elas desfile literário, lançamentos de livros, concursos literários, rodas de conversa, contação de história, música e declamação, apresentação teatral, entre outras. Leia

O título é uma clara alusão a Morte em Veneza, publicada em 1912, segundo livro de sucesso de Thomas Mann.
Porém o livro traz como subtítulo “CONTENDO VIDA E OPINIÕES DE UM CERTO RAINER MARIA RAINER, ESCRITOR”, referência a The Life and Opinions of TRISTRAM SHANDY Gentleman, a obra-prima de Laurence Sterne, que no século XVIII revolucionou a forma do romance. Mas também um explícito encômio a Rainer Maria Rilke, ao tratar de um suposto autor biografado por uma narradora onisciente, mas não identificada, autor que teria ganhado o nome numa homenagem do pai ao poeta e romancista austríaco. Leia

Depois de, em 2022, ter publicado A noiva de Paris, um romance psicológico e sociológico que muito traz de escrita marcel(a)-proustiana, para manter-se sempre lembrada no circuito literário não mais precisaria anunciar um outro título a ficcionista Marcela G. Neves. Escritora inquieta tal como o é na leitura desde tenra idade, doravante ela expõe a público um feixe de poemas. Ao volume não à toa o intitula Poemas de arrebol. Leia

Não posso dizer com todas as letras que Geir Campos tenha sido uma influência decisiva para que eu me tornasse escritor. Mais prático acreditar que eu fosse afetado pelos meridianos traçados sobre minha eternamente mítica São José do Calçado, uma cidade com vocação literária endêmica, e pelo efeito dos brotos literários que a leitura, essa, sim, minha primordial e verdadeira vocação, fizesse surgir no caule áspero e bruto de minha inconsciência. O mais daquilo que compõe um escritor nem ele nem a eternidade podem dar conta de desvendar. Leia
.:. Dados biográficos de Geir Campos
.:. Arquivos de Geir Campos no jornal A Ordem
.:. A série Letras Capixabas: uma contextualização, por Francisco Aurélio Ribeiro

Não sei quando em um dado momento da história da edição de livros os editores descobriram o filão de publicações destinadas aos ouvintes mais exigentes de todos os gêneros musicais. Esses guias são assinados por autores os mais diversos. Pincei dois exemplos para ilustrar esta afirmação: o Guia ilustrado Zahar de música clássica, editado por John Burrows, um guia respeitado, e um pretensioso Discoteca básica: 100 personalidades e seus 10 discos favoritos, em que Zé Antônio Algodoal permite que personalidades as mais diversas indiquem, pelas minhas contas, nada mais do que 1.000 discos essenciais. Leia

A coletânea Vida e Morte à Sombra do Jaspe constitui-se de contos com múltiplas temáticas. Os diferentes matizes textuais propiciam a inusitada imbricação entre fatos reais e fictícios, entre a vida e a morte. O realismo fantástico domina grande parte das histórias. Porém, algumas delas trazem doces lembranças da infância e da adolescência do autor, refletindo, de um lado, a singela alegria, e, de outro, a grande e perturbadora melancolia. Uma vasta gama de influências literárias, ilustrada pelas epígrafes de grandes escritores, nacionais e internacionais, traduzem o gosto requintado pela leitura. Leia

Contar a trajetória da música popular no Espírito Santo por meio de sua produção fonográfica: este é o tema do novo livro do jornalista e escritor José Roberto Santos Neves, Os sons da memória – uma leitura crítica de 40 discos que marcaram época na música do Espírito Santo, selecionado pelo Edital de Produção e Difusão Literária 018/2019 da Secretaria de Estado da Cultura.
Sexto livro de José Roberto Santos Neves, Os sons da memória é resultado de uma extensa pesquisa desenvolvida pelo autor sobre a música popular produzida no Estado, com foco em seus principais personagens. Leia

A primeira caminhada da manhã acabava na padaria, um casarão amarelo de portas altas. Ali eram assados os pães que a vila saboreava com os bules de café novo em cima das mesas.
Eles fabricavam um pão chamado “mimoso”, macio e muito branco onde a manteiga se esparramava na quentura da massa. Comer aqueles pães era a primeira sensação agradável das manhãs, especialmente daqueles dias frios, porque logo vinha do estômago um calor muito bom. Leia

A Academia Espírito-santense de Letras foi criada em 04 de setembro de 1921 e, diferente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, cuja fundação ocorreu cinco anos antes, seus primeiros membros não pensaram ou viabilizaram uma revista para a publicação dos trabalhos e criações literárias de seus sócios. Assim, muito se perdeu da escrita produzida pelos primeiros ocupantes de suas cadeiras, infelizmente. Apenas setenta anos depois, em 1991, saiu uma revista especial da AEL, comemorativa do seu septuagésimo aniversário, na gestão do Dr. José Moysés e tendo como editor Marien Calixte. Leia

Neste trabalho, pretendemos percorrer algumas trilhas neobarrocas da obra Aninhanha, de Pedro José Nunes. Seguiremos traços conceituais, atentos à imponência do caminho e às flores que o bordejam: trata-se de figuras de estilo e de recursos estilísticos que embelezam a composição do ramalhete. Restringimo-nos à colheita das flores que enfeitam barrocamente as inúmeras sendas que se dispõem diante de nós. Tropeçamos em hibridismos linguísticos, escorregamos em distorções sintáticas, mas percorremos prazerosamente as trilhas que conduzem ao objetivo proposto. Devido à polissemia da obra, deparamos com inúmeras possibilidades de atalhos, nos quais corremos o risco de nos perder antes de retomar o caminho principal. Às vezes ficamos desnorteados diante de uma escritura labiríntica, fragmentária e hermética. Escolhemos apenas algumas “trilhas mais batidas”, ou seja, mais recorrentes e/ou relevantes, segundo nossa leitura, que, como toda leitura, é incompleta e lacunar. Leia

Quero começar a contextualização da série Letras Capixabas pelas afirmações de Hallewell a respeito da situação do livro no Espírito Santo, neste século, para que melhor se vislumbre a situação de penúria e miséria editorial neste Estado até a criação da editora da Fundação Ceciliano Abel de Almeida-UFES, em novembro de 1978, cujos objetivos gerais eram “a redução do grande vazio editorial capixaba, publicando obras que venham enriquecer o patrimônio científico e cultural do Espírito Santo”. Leia

O assunto não é de hoje. Há 162 anos, ou seja, em 1856, ao apresentar a primeira antologia de que se tem notícia em terras capixabas, o Jardim poético ou coleção de poesias antigas e modernas, compostas por naturais da província do Espírito Santo, José Marcelino Pereira de Vasconcelos já conhecia as dificuldades em torno do livro, quando diz: “Um serviço importante presto nesta publicação à minha província; mas só o reconhecerão, depois que decorrerem séculos”. O assunto é a estrela de quase todos os encontros literários que se promovem de norte a sul. Newton Braga e Renato Pacheco, cada um a seu modo e a seu tempo, pensaram a respeito, e pensaram por escrito. Se a questão do livro é grave, conhecer a situação de outras épocas e confrontá-la com a nossa própria pode ser um bom ponto de partida para a busca de soluções. Por isso indicamos os artigos dos dois conhecidos escritores capixabas que legaram-nos suas reflexões a respeito.
Introdução à história do livro capixaba, Renato Pacheco


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